Descanso Consciente

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 Em meu último ritual, refleti sobre os meus problemas, como melhorar como pessoa, minhas dores, minhas sombras. Então chegou um momento em que não aguentei mais e pensei: chega.

Tudo eu, eu, eu. Ai, que egoísmo! Quanto sofrimento, durante toda a vida tem que melhorar. Tudo sobre mim. Não quero mais ser eu. Quero ser um conceito, um negócio, uma ideia… Mas eu já sou, né? Na cabeça de vocês, por exemplo. Vocês não me conhecem, vocês têm uma ideia de mim. Dessa “Helena Krauel” da internet. Na minha cabeça. Quais visões tenho sobre mim? É, deixa.

Então, eu quero ser uma planta. Ah, a planta pode não ser autoconsciente, mas ela é conectada com a terra, com os organismos e ela também sente dor. Também sofre. Então o que eu quero? Não quero mais sofrer, estou fatigada da existência. 

Só queria descansar um pouquinho. Morrer? Não adianta também. Sinto lhe dizer, minha cara pessoa-que-não-sabe-o-que-acontece-depois-da-morte. Ah, “libertar-se da Roda de Samsara”. Deve ser. Se me falar de céu e inferno, eu tenho um treco. O tribunal de Osíris? Até me identifico. Mas tudo isso é para nos guiar durante a vida. O sofrimento só acaba quando o universo, a manifestação, decidir acabar. Quando o universo que está experienciando a si mesmo, não estiver mais.

Porque chegar ao estado de Buda é ter consciência do sofrimento que vai permanecer, eterno, enquanto a manifestação existir, e mesmo sendo consciente disso: estar em paz. Contente. Um dia eu chego lá! No momento, dá uma oscilada. Muito bom estar vivendo, ajudando as pessoas, crescendo, sentindo, aprendendo… mas às vezes a gente só queria dar uma descansada na consciência, voltar a ser um com o todo.




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